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EFA B3, de S. Pedro da Cova : Gente Ativa É Outra Expectativa

EFA B3, de S. Pedro da Cova : Gente Ativa É Outra Expectativa

Notícia: À Conversa sobre LGP

No dia 29/10/2018, a convite da Professora de Linguagem e Comunicação, Maria José Moura de Castro, recebemos Alfredo Pires e José Luís Rebelo, na Biblioteca da Escola Básica de S. Pedro da Cova. O encontro foi sobre Língua Gestual.

Alfredo Pires é sócio honorário da Associação de Surdos do Porto, há 40 anos. Tem dois anos do Curso de LGP. É Diretor da Direção ASAM e pertence a um grupo de teatro amador.

José Luís Rebelo tem o nome artístico Zé Luís Rebel. Estudou na Escola Soares dos Reis e no ISMAI. Trabalhou um ano na TVU (Universidade do Porto). Em 2011, fundou o estúdio de cinema “GestoFilmesStudios”. Atualmente trabalha na edição de vídeos como freelancer. Está a tirar o CEP (ex- CAP). Vai aparecer numa série de 11 minutos sobre LGP, que passa na RTP2, aos domingos, pelas 19.00/19.30, intitulada “Acende a luz para eu te ouvir”.

Juntos proporcionaram, durante cerca de 60 minutos, momentos de boa disposição e pura descontração, ao mesmo tempo que nos iam dando mostras de total integração na sociedade, apesar da sua surdez. Espalharam sempre sorrisos.

É com momentos e pessoas assim que teremos de aprender a ver o mundo de uma outra forma, pessoas que não baixam os braços nem se sentem derrotadas por não terem as mesmas armas que a maioria de nós. São seres humanos fantásticos, um exemplo de querer e conseguir, aceitam a vida tal como ela se lhes apresenta e não vivem a lamentar-se da má sorte ou do azar, sempre prontos a responder, ou mesmo a ensinar a sua Língua Gestual (alfabeto, números, animais, cumprimentos…) ou como comunicam.

Foi fantástico! Responderam e partilharam momentos hilariantes, para os quais certos alunos e professoras contribuíram, como foi o caso dos alunos Paulo Jorge (fazendo-lhes algumas perguntas brejeiras) e Ana Paula, e a professora Lusia Martins.

Por fim, terminada a conversa, foi-lhes oferecida uma lembrança simbólica, que eles receberam com agrado, mostrando toda a sua felicidade.

Um bem-haja a todas estas iniciativas.

 

ANTÓNIO ROCHA 30/10/2018  aluno EFA B3 Operador de Distribuição

Divagações de António Rocha: "Duas Colinas"

Entre duas colinas, uma a norte e outra a sul, corre um rio: o Douro!

Vai deslizando calmo e serenamente por entre estas duas encostas, em direção à foz.

Eu, um pouco incrédulo, fico admirando aquele quadro pintado originalmente: beleza de imagem!

Acabo por me deter por momentos para melhor a poder contemplar. Por instantes, fixo meu olhar pasmado! Como é linda a natureza! Como foi talentoso o poder das trevas na transformação deste mundo! Mundo que apelidamos de cruel, mas que é incrível, por toda esta beleza. A mão do homem transformou-a neste lindo quadro que não é uma miragem, mas sim uma certeza.

Parei para o retratar, tirar as medidas a este belo monumento da criação (homem na natureza).Imagem que me encheu de grande curiosidade, e pensei voltar lá, outro dia!

E voltei...e reparei que não me enganei nos pormenores que lhe tinha apontado…

Admirando esta simples, mas criativa, beleza que empresta encanto àquele rio…A encosta que por sua vez pinta outro quadro de pequenas maravilhas! Casinhas lustradas de cores variadas.

Estávamos em pleno Outono, mas ainda tudo era verde, mas já com uns tons acastanhados.

Verde que deixava passar uns tons de amarelo, as cores do sol que por ali ainda raiava…

Só faltava olhar o céu, um pouco carregado, já com algumas nuvens, mas que, não destruí-a a força do astro-rei (SOL) que fazia questão de dar um bonito colorido àquela paisagem.

E a noite como por magia foi-se aproximando, e outro quadro se começou a pintar.

Agora, qual deles o mais belo? Se antes havia sol, agora espreitam as estrelas, e a luz da lua, não menos bela! Um autêntico presépio se iluminou como por magia numa das colinas fronteiras ao rio Douro.

Os meus olhos puderam contemplar e admirar, e o meu coração pôde se alegrar de tanto primor!

Assim fica para minha recordação, esta imagem, deste planeta que habito, que tem tanto de belo, mas que teimam em destruir!...

 

Gondomar terra de encantos e de artistas, gente que bem sabe trabalhar a filigrana e a madeira, terra onde se cultiva o bom nabo e se petisca uma boa lampreia.

Gramido, lugar onde me inspirei para contar esta pequena história, mas onde muitas outras poderão ser retratadas tal a beleza que por aqui se encontra a cada esquina que dobramos. Sitio onde recorrem muitas pessoas que se querem deliciar com uma bela caminhada, ou mesmo com a toma de um simples café e, porque não, retemperar as forças de uma semana de intenso trabalho ou mesmo para dois dedos de uma agradável conversa, contemplar as estrelas numa bela de uma noite de lua cheia!.. Enfim, motivos não faltam para conhecer esta pequena maravilha!...

                                          ANTÓNIO ROCHA  22/10/2018

Duas Colinas

Entre duas colinas, uma a norte e outra a sul, corre um rio: o Douro!

Vai deslizando calmo e serenamente por entre estas duas encostas, em direção à foz.

Eu, um pouco incrédulo, fico admirando aquele quadro pintado originalmente: beleza de imagem!

Acabo por me deter por momentos para melhor a poder contemplar. Por instantes, fixo meu olhar pasmado! Como é linda a natureza! Como foi talentoso o poder das trevas na transformação deste mundo! Mundo que apelidamos de cruel, mas que é incrível, por toda esta beleza. A mão do homem transformou-a neste lindo quadro que não é uma miragem, mas sim uma certeza.

Parei para o retratar, tirar as medidas a este belo monumento da criação (homem na natureza).Imagem que me encheu de grande curiosidade, e pensei voltar lá, outro dia!

E voltei...e reparei que não me enganei nos pormenores que lhe tinha apontado…

Admirando esta simples, mas criativa, beleza que empresta encanto àquele rio…A encosta que por sua vez pinta outro quadro de pequenas maravilhas! Casinhas lustradas de cores variadas.

Estávamos em pleno Outono, mas ainda tudo era verde, mas já com uns tons acastanhados.

Verde que deixava passar uns tons de amarelo, as cores do sol que por ali ainda raiava…

Só faltava olhar o céu, um pouco carregado, já com algumas nuvens, mas que, não destruí-a a força do astro-rei (SOL) que fazia questão de dar um bonito colorido àquela paisagem.

E a noite como por magia foi-se aproximando, e outro quadro se começou a pintar.

Agora, qual deles o mais belo? Se antes havia sol, agora espreitam as estrelas, e a luz da lua, não menos bela! Um autêntico presépio se iluminou como por magia numa das colinas fronteiras ao rio Douro.

Os meus olhos puderam contemplar e admirar, e o meu coração pôde se alegrar de tanto primor!

Assim fica para minha recordação, esta imagem, deste planeta que habito, que tem tanto de belo, mas que teimam em destruir!...

 

ANTÓNIO ROCHA  22/10/2018

 

 

 

 

Reflexões de António Rocha

Por vezes, ficamos em casa para não conhecer o nosso verdadeiro mundo e não querer ver o que nos rodeia. Desligamo-nos da vida, não queremos pensar na velhice, para não nos lembrarmos das tristezas ou as fatídicas e monstruosas adversidades que nosso corpo vai adquirindo e...ficando sujeito ao longo do tempo. O ser humano enquanto ser racional é capaz de se defender, quase na totalidade, de todas as contrariedades. Como será triste o sentimento de fragilidade...deixarmos de ser autónomos! Como deve ser difícil deixarmos de ser úteis à sociedade e a nós próprios! Que completo desalento e inconcebível acontecimento termos depois de tantos anos de canseiras passar por tamanhas rebaixes! Mas, ignorar a realidade pode tornar-se tanto num ato de cobardia como de ignorância, em qualquer um dos casos tornamo-nos frágeis perante a humanidade.

Texto Literário: Descontraidamente

Descontraidamente, passo o meu tempo à beira-rio. Este rio que agora olho faz-me ver

as coisas descontraidamente e como é reconfortante.

Após alguns anos de canseiras, vivo descontraidamente as minhas horas de lazer.

Descontraidamente, procuro a paz e viver o tempo que me resta.

Estava na minha imaginação assim poder viver, descontraidamente, após os sessenta,

mas nunca tão descontraidamente. É muito bom e difícil de imaginar.

Agora faço longas caminhadas, descontraidamente, por puro prazer,

E, descontraidamente, aceito este meu destino que construí ao longo dos anos.

Um certo dia, descontraidamente, apercebi-me da fragilidade do ser humano.

Como é inglório e frágil o que construímos para poder viver descontraidamente.

E muito descontraidamente, tentei perceber o que o futuro me pode reservar.

Mas não posso desesperar! Tenho que descontraidamente aceitar o fluir da vida.

Descontraidamente, e com atenção, devemos perceber o que o tempo nos diz,

porque o tempo passa descontraidamente por nós, e nem nos apercebemos.

Temos que ser corajosos e, muito descontraidamente, aceitar a vida tal e qual é. 

Provavelmente não será fácil, mas descontraidamente ganharemos a batalha.

Vida dura, longos anos de canseiras…Só descontraidamente alcancei o meu objetivo.

Descontraidamente, acabarei este meu texto que me deu imenso gozo escrever!..

 

 

ANTÓNIO ROCHA 08-10-2018

3º Relatório de uma visita à Lua

            Eram 8 horas e 32 minutos de uma terça-feira, mais precisamente do dia 02/10/2018, dia em que parti numa expedição que me levou à lua. Desloquei-me no meu próprio carro até o local de partida onde me aguardaram mais quatro companheiros alunos e um professor chefe de expedição.

            O objetivo foi recolher várias amostras, em diversos locais, e as mais variadas possíveis, para que mais tarde as pudéssemos analisar e calcular quais as prováveis e possíveis condições de virmos a habitar a lua.

            Pelas 10 horas e 30 minutos, juntei-me aos restantes companheiros, e todos fomos apresentados, simples formalidade. Pelas 10 horas e 45 minutos, preparámo-nos para dar início à missão.

            Às 11horas descolámos em direção à lua: uma viagem tranquila e na qual fomos planeando e trocando ideias, acertando pormenores para que a expedição saísse a ganhar. Quatro horas depois, aterrámos em solo lunar, verificamos o equipamento, e foi hora de começarmos as nossas tarefas. Recolhemos alguma terra e rochas, verificámos a solidez do solo, e regressámos à cápsula depois de duas horas de trabalho no solo.

            Pela 17 horas e 18 minutos foi o regresso: bastante descontraído, e sem incidentes a registar. Aterragem perfeita na base aérea das Lajes, uma viagem feita em apenas 3 horas e 20 minutos. Notava-se, em todos, o sentimento de dever bem cumprido.

            Despedimo-nos e fiz o meu regresso a casa no meu próprio carro. Quando cheguei eram já 22 horas e 23 minutos.

            Recolhi desta expedição uma experiência enriquecedora a todos os níveis, quer na recolha de elementos, como de trabalho em grupo, foi muito bem orientado pelo nosso professor que nos ia dando a conhecer alguns pormenores, até então desconhecidos por mim, e pelos restantes membros do grupo.

            A destacar: a falta de tempo para mais recolhas que deveriam ter sido feitas, e não foram, muito há para descobrir em solo lunar. Fica a ideia que lá teremos que voltar!...

 

Aluno nº1 António Rocha  

2º Relatório de uma visita à Lua

Escola Básica de São Pedro da Cova

Data da visita: 13 de fevereiro de 2018

Saída: 6h  da manhã

Participantes: alunos do curso EFA B3

Professores: Rosa e Maria José

Destino: visita à Lua

6h da manhã, instalados na camioneta a caminho da base, já sem sono, todos eufóricos… lá fomos nós para uma aventura, muito curiosos com o que poderíamos encontrar.

Quando o foguetão se preparava para descolar, ficámos nervosos mas, ao mesmo tempo, sentimo-nos bem. Depois de algumas horas, por fim aconteceu: chegámos à Lua, colocámos os nossos “aquários”, começámos logo a explorar…Foi uma experiência completamente inovadora, parecia um trampolim. Quando nos aproximámos, vimos valas espaciais brancas, com uma espécie de néon.

Nós os protagonistas, viajámos até a lua e nela encontrámos mares vulcânicos escuros entre montanhas cristalinas onde existia água gelada.

Foi uma experiencia única, todos adoraram a viagem. Aconselhamos a todos a visita à lua: é fenomenal!

 

Trabalho realizado por   Ludovina e Sandra Vieira

 

Relatório de uma viagem à Lua

 

Fui a uma expedição com a minha turma B3, numa camionete que foi alugada pela nossa escola.

Chegámos ao local para embarcar no vaivém e fiquei espantado pela tecnologia que nos foi apresentada. Entrámos para começarmos a nossa viagem à lua.

Na entrada da estratosfera, reparei na multidão de estrelas que havia no espaço. Aquele céu escuro cheio de estrelas era lindo! Tenho um vídeo que gravei no meu telemóvel. 

A Lua encontra-se em rotação sincronizada com a Terra, mostrando sempre a mesma face visível, marcada por mares vulcânicos escuros, entre montanhas cristalinas e proeminentes crateras de impacto. É o mais brilhante objeto no céu, a seguir ao Sol, embora a sua superfície seja na realidade escura.

Quando observamos a Lua, vemos que existem partes mais claras e outras mais escuras: as partes mais claras são formadas por rochas mais antigas e as partes mais escuras são formadas por lava vulcânica solidificada que cobriram crateras e bacias.

José Gil Pinto Amaro

 

Retrato Chinês

Se eu fosse uma árvore, seria uma pereira e daria muitas pêras;

Se eu fosse um rio, seria o rio Douro, porque é criativo com os seus barcos rabelos;

Se eu fosse uma cidade, seria Gondomar, porque é a minha terra e tem movimento;

Se eu fosse um brinquedo, seria um boneco, porque gosto de crianças;

Se eu fosse uma flor, seria um girassol, para enfeitar jarras;

Se eu fosse um transporte, seria um autocarro, porque levaria muita gente;

Se eu fosse um edifício, seria um prédio, porque seria alto;

Se eu fosse um continente, seria a América, porque tem uma mistura de culturas.

 

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