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EFA B3, de S. Pedro da Cova : Gente Ativa É Outra Expectativa

EFA B3, de S. Pedro da Cova : Gente Ativa É Outra Expectativa

À conversa com o artista multifacetado, Onofre Varela (Foi homem para aceitar vir à EB de S. Pedro da Cova)

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No dia 25 de Fevereiro, entre as 18:30 e as 20:00, o cartunista Onofre Varela veio à Biblioteca da Escola Básica de S.Pedro da Cova falar sobre liberdade de expressão, aos alunos dos EFA B1 e B3.
Este encontro começou por uma apresentação em powerpoint elaborado pela Professora Maria José Castro sobre as multifacetas do convidado, ou seja, cartunista, escritor, pintor e ator. Seguidamente este desenvolveu algumas destas suas facetas, particularmente a de cartunista. Deu exemplos de trabalhos que lhe tinham sido pedidos por certos jornais, a propósito de temas atuais,e contou que, por vezes, alguns cartunes por si realizados eram alterados, segundo o pensamento ou ideologia de quem os pedia.Ora subentende-se  assim, que  afinal ainda há  certa censura e alguma falta de liberdade de expressão, hoje em dia.
Por último, deu oportunidade a que lhe colocassem algumas questões antes de se despedir.
Esta palestra correspondeu às expectativas, tais eram as credenciais do ilustre convidado, sendo considerada de muito interesse por todos os presentes.
E.B.de S.Pedro da Cova 13/03/2019

Carta da Presidência da República

Recentemente, os alunos do EFA B3 e a sua professora de Linguagem e Comunicação escreveram postais de Parabéns e textos com reflexões pessoais, de final de ano 2018, ao Presidente da República Portuguesa, Professor Marcelo Rebelo de Sousa. Entretanto chegou esta simpática resposta da PRP. 

Gratos pelo gesto, caro Presidente dos Afetos.

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Encontro com a professora poetisa Maria Lourdes dos Anjos

No fim da tarde de 29 de janeiro, a professora poetisa Maria Lourdes dos Anjos visitou os alunos dos Cursos EFA, na biblioteca da EB de S. Pedro da Cova. Durante cerca de uma hora e meia, houve uma partilha muito interessante de vivências e muita poesia. Entre os poemas que a poetisa leu encontra-se este do aluno António Rocha, que Lourdes dos Anjos acabara de conhecer: "O teu olhar".

https://www.facebook.com/mariajose.mouracastro/videos/pcb.2549651248395418/2549650575062152/?type=3&theater

Após este encontro, os alunos dedicaram-lhe um Acróstico. Eis o resultado:

MULHER DO NORTE,
ARTISTA,
RICA EM POESIA,
INTELIGENTE E
ATIVA NA SOCIEDADE.

 

LEITORA CATIVANTE,
ORGULHOSA DO SEU TRABALHO,
UMA MENSAGEIRA PERFECIONISTA,
RESPEITADA E RESPEITADORA,
DEDICADA À VIDA.
EXEMPLO DE MULHER SIMPÁTICA E EMPÁTICA,
SOCIÁVEL E SENSÍVEL.

 

DESTEMIDA E DIRETA,
OBSERVADORA,
SÁBIA E SIMPLES.

 

AGARRA COM GARRA OS DESAFIOS.
NOBREZA DE ALMA E
JÓIA DE PESSOA.
OLHA A VIDA DE FRENTE E
SUA MARCA DEIXA POR ONDE PASSA.

 

ACRÓSTICO DEDICADO A LOURDES DOS ANJOS PELO EFA B3 DA EB DE S. PEDRO DA COVA

 

 

 

À Conversa com Bombeiros Voluntários de Valbom

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No dia 26 de novembro de 2018, entre as 18:45 e as 20:15, dois Bombeiros Voluntários de Valbom, mais concretamente, Paula Bastos e Ruben Franklin, deram o seu testemunho de uma vida de voluntariado de longos anos, na Biblioteca da Escola Básica de S. Pedro da Cova, aos alunos dos EFAS e professores acompanhantes.
Durante a sua palestra, a plateia apercebeu-se que apesar de todas as dificuldades vividas em serviço da população, nomeadamente físicas, psicológicas e económicas pelas quais os bombeiros como eles têm passado, nunca pensaram em desistir, pois um simples agradecimento é o suficiente para os manter na sua missão.
Demonstraram carinho e vontade de ajudar o próximo, a ponto de sacrificarem a sua vida pessoal, ou seja, acima de tudo são solidários.
Houve oportunidade de ouvir alguns relatos de situações vividas por si, entre as quais, a sua atuação em casos de acidentes de viação, incêndios e mesmo em questões de saúde.
Ao longo desta partilha interessante, os presentes tiveram a possibilidade de lhes colocar as questões pretendidas e de manifestar o seu apreço pelos belos valores que eles representam.

Um bem-haja a todos os Bombeiros Voluntários.

 

EFA B3

Mensagem de Natal, de António Rocha

Natal
Os sinos tocam alegremente,
Uma nova alma está nascendo.
Paz na terra para toda a gente:
O Filho de Deus está nos vendo.

Jesus menino será amado.
José e Maria seus pais são.
Veio para nos salvar do pecado,
Saibamos viver em comunhão.

Saibamos partilhar este dia,
Aprendamos a viver em coesão.
A paz na terra em vão seria,
Não houvesse almas de bom coração.

O Natal se aproxima! Deixemo-lo entrar.
Tenhamos fé, convicção e não deceção.
Juntemos a família para o festejar
Em harmonia, alegria e confraternização.

Se te baterem à porta para ofertas,
Não a abras de coração fechado.
Abre-a de sorriso na cara e mãos abertas,
Sacia o pedinte esfomeado.

António Rocha 06/12/2018

A voz da Natureza (texto de António Rocha)

Do alto da falésia, observo. A natureza no seu estado mais natural, selvagem, calmo, tão calmo que me leva a sonhar nos mais altos e desejáveis desejos de conhecer tudo o que a fauna tem para me mostrar.
Sonho, medito e acredito no que a vida tem de bom.Ficaria ali sentado, por muitas mais horas, escutando e apreciando os sons que a natureza tem para me oferecer. Se uns têm tons agudos, outros têm tons mais graves, mas que não deixam de nos cativar, pois que mais parecem poemas citados por um ser qualquer imaginário por ali perdido, e que a sua amada quisesse seduzir.
Mas não, não são poemas! São os sons de uma melodia encantadora provocada pelas águas naturais e cristalinas que se deslocam velozmente pelo seu mundo. Águas que calam e amaciam rochedos, até então agrestes; águas que nos arrefecem e nos deliciam, em dias de calor, mas se tornam agrestes em dias tempestuosos. Quanto de tão belo têm, que não me canso de as escutar!
Como serpenteiam agilmente por tudo quanto é sítio, sem darem sinais de abrandarem na sua aventura! Como são férteis em manobras por entre obstáculos! E eu, do alto da falésia continuo a observar aquela força e riqueza que é preciso aproveitar, uma força em bruto, para sentir e admirar.
Porquê esquecer, ou fugir à natureza?
Tu, ó Natureza, quanto de fino e belo mais nos poderás mostrar? Se corro em ti, é porque me dás prazer, vida, e liberdade. Em ti respiro, em ti sonho, em ti vivo o tempo que me conceder a vida. Vivo a liberdade! Mas… Liberdade não é apenas uma frase…
Liberdade é alegria e expressão.
Liberdade é respeito, cultura e ensino.
Liberdade é convivência.
Liberdade é isto e muito mais.
Liberdade é viver o tempo com a natureza, aceitando e respeitando o que tem de melhor: harmonia e muita vida, no seu estado selvagem.
António Rocha 03/12/2018

Notícia: À Conversa sobre LGP

No dia 29/10/2018, a convite da Professora de Linguagem e Comunicação, Maria José Moura de Castro, recebemos Alfredo Pires e José Luís Rebelo, na Biblioteca da Escola Básica de S. Pedro da Cova. O encontro foi sobre Língua Gestual.

Alfredo Pires é sócio honorário da Associação de Surdos do Porto, há 40 anos. Tem dois anos do Curso de LGP. É Diretor da Direção ASAM e pertence a um grupo de teatro amador.

José Luís Rebelo tem o nome artístico Zé Luís Rebel. Estudou na Escola Soares dos Reis e no ISMAI. Trabalhou um ano na TVU (Universidade do Porto). Em 2011, fundou o estúdio de cinema “GestoFilmesStudios”. Atualmente trabalha na edição de vídeos como freelancer. Está a tirar o CEP (ex- CAP). Vai aparecer numa série de 11 minutos sobre LGP, que passa na RTP2, aos domingos, pelas 19.00/19.30, intitulada “Acende a luz para eu te ouvir”.

Juntos proporcionaram, durante cerca de 60 minutos, momentos de boa disposição e pura descontração, ao mesmo tempo que nos iam dando mostras de total integração na sociedade, apesar da sua surdez. Espalharam sempre sorrisos.

É com momentos e pessoas assim que teremos de aprender a ver o mundo de uma outra forma, pessoas que não baixam os braços nem se sentem derrotadas por não terem as mesmas armas que a maioria de nós. São seres humanos fantásticos, um exemplo de querer e conseguir, aceitam a vida tal como ela se lhes apresenta e não vivem a lamentar-se da má sorte ou do azar, sempre prontos a responder, ou mesmo a ensinar a sua Língua Gestual (alfabeto, números, animais, cumprimentos…) ou como comunicam.

Foi fantástico! Responderam e partilharam momentos hilariantes, para os quais certos alunos e professoras contribuíram, como foi o caso dos alunos Paulo Jorge (fazendo-lhes algumas perguntas brejeiras) e Ana Paula, e a professora Lusia Martins.

Por fim, terminada a conversa, foi-lhes oferecida uma lembrança simbólica, que eles receberam com agrado, mostrando toda a sua felicidade.

Um bem-haja a todas estas iniciativas.

 

ANTÓNIO ROCHA 30/10/2018  aluno EFA B3 Operador de Distribuição

Divagações de António Rocha: "Duas Colinas"

Entre duas colinas, uma a norte e outra a sul, corre um rio: o Douro!

Vai deslizando calmo e serenamente por entre estas duas encostas, em direção à foz.

Eu, um pouco incrédulo, fico admirando aquele quadro pintado originalmente: beleza de imagem!

Acabo por me deter por momentos para melhor a poder contemplar. Por instantes, fixo meu olhar pasmado! Como é linda a natureza! Como foi talentoso o poder das trevas na transformação deste mundo! Mundo que apelidamos de cruel, mas que é incrível, por toda esta beleza. A mão do homem transformou-a neste lindo quadro que não é uma miragem, mas sim uma certeza.

Parei para o retratar, tirar as medidas a este belo monumento da criação (homem na natureza).Imagem que me encheu de grande curiosidade, e pensei voltar lá, outro dia!

E voltei...e reparei que não me enganei nos pormenores que lhe tinha apontado…

Admirando esta simples, mas criativa, beleza que empresta encanto àquele rio…A encosta que por sua vez pinta outro quadro de pequenas maravilhas! Casinhas lustradas de cores variadas.

Estávamos em pleno Outono, mas ainda tudo era verde, mas já com uns tons acastanhados.

Verde que deixava passar uns tons de amarelo, as cores do sol que por ali ainda raiava…

Só faltava olhar o céu, um pouco carregado, já com algumas nuvens, mas que, não destruí-a a força do astro-rei (SOL) que fazia questão de dar um bonito colorido àquela paisagem.

E a noite como por magia foi-se aproximando, e outro quadro se começou a pintar.

Agora, qual deles o mais belo? Se antes havia sol, agora espreitam as estrelas, e a luz da lua, não menos bela! Um autêntico presépio se iluminou como por magia numa das colinas fronteiras ao rio Douro.

Os meus olhos puderam contemplar e admirar, e o meu coração pôde se alegrar de tanto primor!

Assim fica para minha recordação, esta imagem, deste planeta que habito, que tem tanto de belo, mas que teimam em destruir!...

 

Gondomar terra de encantos e de artistas, gente que bem sabe trabalhar a filigrana e a madeira, terra onde se cultiva o bom nabo e se petisca uma boa lampreia.

Gramido, lugar onde me inspirei para contar esta pequena história, mas onde muitas outras poderão ser retratadas tal a beleza que por aqui se encontra a cada esquina que dobramos. Sitio onde recorrem muitas pessoas que se querem deliciar com uma bela caminhada, ou mesmo com a toma de um simples café e, porque não, retemperar as forças de uma semana de intenso trabalho ou mesmo para dois dedos de uma agradável conversa, contemplar as estrelas numa bela de uma noite de lua cheia!.. Enfim, motivos não faltam para conhecer esta pequena maravilha!...

                                          ANTÓNIO ROCHA  22/10/2018

Reflexões de António Rocha

Por vezes, ficamos em casa para não conhecer o nosso verdadeiro mundo e não querer ver o que nos rodeia. Desligamo-nos da vida, não queremos pensar na velhice, para não nos lembrarmos das tristezas ou as fatídicas e monstruosas adversidades que nosso corpo vai adquirindo e...ficando sujeito ao longo do tempo. O ser humano enquanto ser racional é capaz de se defender, quase na totalidade, de todas as contrariedades. Como será triste o sentimento de fragilidade...deixarmos de ser autónomos! Como deve ser difícil deixarmos de ser úteis à sociedade e a nós próprios! Que completo desalento e inconcebível acontecimento termos depois de tantos anos de canseiras passar por tamanhas rebaixes! Mas, ignorar a realidade pode tornar-se tanto num ato de cobardia como de ignorância, em qualquer um dos casos tornamo-nos frágeis perante a humanidade.

Texto Literário de António Rocha: Descontraidamente

Descontraidamente, passo o meu tempo à beira-rio. Este rio que agora olho faz-me ver

as coisas descontraidamente e como é reconfortante.

Após alguns anos de canseiras, vivo descontraidamente as minhas horas de lazer.

Descontraidamente, procuro a paz e viver o tempo que me resta.

Estava na minha imaginação assim poder viver, descontraidamente, após os sessenta,

mas nunca tão descontraidamente. É muito bom e difícil de imaginar.

Agora faço longas caminhadas, descontraidamente, por puro prazer,

E, descontraidamente, aceito este meu destino que construí ao longo dos anos.

Um certo dia, descontraidamente, apercebi-me da fragilidade do ser humano.

Como é inglório e frágil o que construímos para poder viver descontraidamente.

E muito descontraidamente, tentei perceber o que o futuro me pode reservar.

Mas não posso desesperar! Tenho que descontraidamente aceitar o fluir da vida.

Descontraidamente, e com atenção, devemos perceber o que o tempo nos diz,

porque o tempo passa descontraidamente por nós, e nem nos apercebemos.

Temos que ser corajosos e, muito descontraidamente, aceitar a vida tal e qual é. 

Provavelmente não será fácil, mas descontraidamente ganharemos a batalha.

Vida dura, longos anos de canseiras…Só descontraidamente alcancei o meu objetivo.

Descontraidamente, acabarei este meu texto que me deu imenso gozo escrever!..

 

 

ANTÓNIO ROCHA 08-10-2018

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